A Escola de Artes e Ofícios de Quelélé

 

A Escola de Artes e Ofícios de Quelélé

A Escola de Artes e Ofícios (EAO) é uma iniciativa da ONG Acção para o Desenvolvimento (AD), que surge em 2009, com o apoio da União Europeia e da Cooperação Portuguesa. A escola tem por objectivo a capacitação dos seus formandos com instrumentos técnicos e práticos que lhes permitam desenvolver as suas próprias iniciativas de emprego, e também maior capacidade de inserção no mercado de trabalho.

A escola oferece um programa de formação técnica diversificado: produção de sal solar, tricotagem, curso de electrónica, transformação e conservação de produtos locais, montagem e reparação de painéis solares, tinturaria de panos, educação de infância, culinária e artes domésticas, curso de informática básica e pintura de quadros à base de areia e apicultura.

Desde a sua criação, a Escola de Artes e Ofícios é responsável pela formação de mais de 1000 alunos jovens e mulheres e tem vindo a contribuir para o desenvolvimento de iniciativas empreendedoras. Jorge Handem, director da Escola, afirma com satisfação que a EAO está na base do aumento de capacidade de resposta dos jardins-de-infância, no que diz respeito ao nível das profissionais desta área. Actualmente, a EAO é a única entidade com um curso de Educação de Infância reconhecido pelo Ministério da Educação Nacional da Guiné-Bissau, o que a torna líder nesta área em termos de oferta formativa.

A Escola tem-se destacado pela sua metodologia de trabalho assente nos seguintes elementos:

/ a formação técnica (saber-fazer). Refere-se à componente prática profissionalizante, bem como aos conteúdos formativos ministrados nas diferentes áreas, ou seja, o ofício.

/ a postura/ética/mentalidade (saber-estar). O saber-estar em sociedade é determinante para o sucesso de uma actividade económica, uma vez que se baseia na relação entre múltiplos sujeitos.

/ apoio ao empreendedorismo (técnicas de gestão de negócio). Este elemento é direcionado a todos os alunos da escola e pretende impulsionar a criação de auto-emprego, com alternativa ao mercado laboral e ao sector privado, ainda resistentes à contratação de jovens.

A EAO não dispõe de uma estrutura de divulgação formal dos seus serviços, mas o número de pessoas formadas e a situação de empregabilidade dos formados têm vindo a promover a escola, tanto a nível de potenciais formandos como a nível das entidades empregadoras, e ainda do próprio governo.

Porém, Jorge Handem reconhece a necessidade de reforçar as capacidades da Escola a nível pedagógico, no que toca à formação dos professores e à disponibilização de materiais didácticos e conteúdos formativos, adequados às necessidades dos alunos e do mercado, sendo por isso necessário uma maior colaboração com as instituições públicas, no sentido da harmonização do sector da formação profissional.